quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Pintando o 7

Foi uma aventura pintar esse quadro. Comprei a tela, as tintas e os pincéis de tardezinha com a minha irmã. Pedi umas dicas para o meu cunhado e me botei a pintar uma tela de 120x100cm, sem nunca ter pintado. Levei 4 horas. Quase 1 hora inteira só para assinar... Descordenação total para fazer as letras.
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Enquanto eu pintava ouvindo umas músicas orquestradas para entrar no clima, fiquei pensando o que será que passava na cabeça do Monet, do Van Gogh, do Picasso quando pintavam? Será que era simplismente uma satisfação de anseios artísticos? Será que eles pensavam no dinheiro? Será que eles já sabiam que os quadros custaríam milhões um dia?
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Eu passei longe de fazer uma quadro milionário, mas até que para o primeiro não está tão ruim, né? Quem sabe daqui uns 100 anos não vão encontrar isso num depósito e dizer que era uma obra de arte? hehehe...
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"Qualquer idiota é capaz de pintar um quadro, mas só um gênio é capaz de vendê-lo."
Samuel Butler
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

ME PERDOEM, MAS EU NÃO SEI PERDOAR

Uma cicatriz nada mais é do que uma ferida de muito tempo. Ela está lá para nos lembrar de não cometer o mesmo erro. Não pegue o ferro quente, não passe o dedo na faca, não corra de bicicleta...
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O significado da cicatriz é: "não faça mais isso".
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O problema surge quando a cicatriz não é física. E existem feridas que não cicatrizam nunca. São as que mais ardem. Ainda não descobriram a cura das dores de cotovelo ou das feridas do coração. No sentido figurado, óbvio. Nossa memória é péssima e sem o aviso, repetimos o erro. Esquecemos com a maior facilidade e damos o lindo nome de "PERDÃO".
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Acho lindo quem diz que consegue perdoar. Algumas coisas eu até perdôo, mas assim como existem coisas que "NÃO TEM PREÇO", existem coisas que "NÃO ESQUEÇO". Talvez essa frase possa parecer um tanto orgulhosa, mas perdoar e esquecer, para mim é a mesma coisa. Não consigo separar.
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Me perdoem, mas eu não sei perdoar.
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Admito, é um defeito (ou seria virtude?). Juro que tento, mas tem sempre aquela voz interior que não me deixa esquecer. É a minha cicatriz. Talvez repita o erro, uma, até duas vezes, mas eventualmente, aprendo a lição.
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Por que uma crítica abala mais que um elogio?
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Me lembro até hoje das palavras de cada professor injusto, chato, insuportável, que fazia questão de derrubar a auto-estima do aluno por ser um futuro concorrente. Mas aprendi a valorizar aqueles que me ajudaram, que me disseram que eu fui além das expectativas. Me deram a mão e não deixaram as minhas lágrimas secarem sozinhas.
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Por que uma traição marca tanto?
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Tenho "amigos" que pensei que eram, mas não foram. Ou melhor, já eram. Me enganei tanto, tinha tanta certeza da amizade que fechei os olhos. Com isso descobri que aquele ditado que diz que "o que os olhos não vêem, o coração não sente" é a mais pura mentira. Pratiquei o desapego e tirei da minha vida todas aquelas pessoas que me colocavam para baixo.
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Porque insistimos tanto em relacionamentos destrutivos?
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Dizem que mulher adora homem cafajeste. Se criou um mito de que isso é sexy. Se criou um mito de que amar é sofrer. Dizem que só damos valor a algo quando o perdemos. Quanta burrice! Estava tão acostumada com a idéia de "gostar de quem não gosta de mim" que no dia que encontrei alguém que gostava de mim ao mesmo tempo, não sabia o que fazer! Tive que reaprender a amar.
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Preferia não ter passado por tudo isso? Óbvio! Foi muito difícil cada vez que tive que queimar uma ponte ou virar uma página. Mas agradeço por cada vez que meu coração foi partido. Agradeço por cada cicatriz. Perdi tempo demais tentando perdoar para apagá-las. Hoje tenho orgulho delas. Finalmente aprendi para que servem.
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Elas me lembram, não daqueles que machucaram, mas daqueles que cuidaram da ferida. Que injustiça! As cicatrizes ficam, os abraços se desfazem.
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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Shhhhhhh......

Dizem que, atualmente, todas as doenças do mundo se resumem a duas: o ESTRESSE e a VIROSE. Mas, na minha opinião, a epidemia mundial é o barulho. A POLUIÇÃO SONORA é a causadora de tudo. Das viroses aos estresses. As pessoas ficam estressadas com o barulho e trancam todas as janelas da casa, o ar não se renova e surgem as viroses. Aí começa um ciclo que pode acabar com a paz mundial (porque a paz interior já se foi há tempos...).
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Os celulares insistentemente TRIMMMM-TRIMMMM (ou aquele toque da Nokia TANANANÃ-TANANANÃ-TANANANANÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃ). O ventildor faz TEC-TEC-TEC. A geladeira se sacode de hora em hora...levo cada susto. O computador faz um "barulhento retilínio constante", poderia até ser a 4ª Lei de Newton...se bem que está mais para Lei de Murphy.
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As pessoas são estressadas por causa do trânsito ou o trânsito é caótico porque as pessoas estão estressadas? O canto dos pássaros foi trocado pelas buzinas. E ultimamente, ando me estressando até com pássaros. PIÉ-PÍÉ-PÍE, PIÉ-PÍÉ-PÍE, PIÉ-PÍÉ?
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E caminhão dando ré? IÓ-IÓ-IÓ-IÓ...Começo a desconfiar que todos os caminhões andam de ré. Perto do meu prédio tem duas obras em andamento. BÉM-BÉM-BÉM-BLAMMMM. Quando não é uma, é a outra. Gostaria de ouvir outro tipo de sinfonia. Quem diria...logo eu, que sou uma tagarela, já começo a achar que o silêncio é música para os meus ouvidos.
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Quando eu era mais nova queria fazer parte do Greenpeace. Nadar com baleias, subir em árvores, lutar pela preservação do Planeta. Até que enfim, ser ecologicamente correto está na moda. Espero, sinceramente, que exista alguma ONG lutando pela preservação dos nossos tímpanos.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Wall-e

O mundo do entretenimento sofre uma epidemia de "antigos heróis": Superman, Batman, Spiderman, Indiana Jones, Rocky, Rambo, etc. Os anos 80 estão com tudo. Atualmente, sobram personagens, mas poucos são inspiradores, poucos nos servem de refúgio do mundo real. Poucos são aqueles que farão parte da nossa história.
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O último lançamento em animação é um robozinho muito simpático chamado Wall-e. Não é de agora que a Disney-Pixar vem fazendo filmes de animação que passam longe de serem dedicados ao público infantil. Dizem os produtores que querem atingir todas as idades, mas acredito que eles queiram resgatar o encantamento da GERAÇÃO ANOS 80.
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Impossível não comparar a expressão no olhar do Wall-e com a do E.T., uma vez que ambos pronunciam poucas palavras. Ou reparar na semelhança física com o Ding-bô e outros robozinhos dessa época. O filme se passa em 2700, e o robozinho, sozinho na Terra, coleciona diversas bugigangas. (O que fez com que me sentisse pouco menos culpada por guardar todas as tralhas que eu guardo). Na coleção do Wall-e, o que mais se destaca são os brinquedos dessa década peculiar. Ele joga ATARI e se encanta com um Cubo Mágico. Isso comprovaria a qualidade desses produtos, pois estamos falando de 700 anos, aproximadamente...heheh. Exageros à parte, teoricamente, o robô está na terra desde 2007, então porque não ter um Nintendo Wii?
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O filme é muito bom, a mensagem é inteligente e a produção é excelente. Então porque não se tornou um ícone, como foi o E.T. nos anos 80? Às vezes, me pego pensando em que tipo de pessoas se transformarão as crianças do ano 2000. Nossos ídolos são a base de nossa formação e eles estão em falta no mercado. Falta de criatividade dos produtores? Não! O que está faltando é a nossa capacidade de encantamento.