quinta-feira, 31 de julho de 2008

Eu falo demais...dizem.

Dizem as más línguas que eu falo demais. E que, geralmente, é bobagem.
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Mas o fato é que eu adoro fazer alguém rir. Aquele riso despreocupado e inesperado. A sensação é indescritível. Quase um vício.
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O silêncio é sério. Cria barreiras. Um campo de força invisível. É distribuidor de mal-entendidos. É não dar ao outro a oportunidade de expor suas opiniões e tirar conclusões próprias. É o maior criador de “pré-conceitos”.
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Tenho horror de silêncio em sala de espera e elevador. Tudo tão sério e formal. “Bom dia! Boa tarde! Boa Noite!”.Por que não um “Como vai?”; “Que bonita essa sua blusa!” ou “Que dia lindo, não?”.
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Parece que, se eu não falar alguma coisa, as palavras vão se acumulando, se acumulando, se acumulando... dentro da minha cabeça até não ter mais espaço.
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Então, pelo bem do meu cérebro, eu falo. Demais. Dizem.
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É quase como brincar de “anjo”. Não com asas brancas e aoréolas brilhantes, mas como aqueles seres que surgem no meio de um dia difícil, dizem algo que nos faz bem e depois desaparecem. Qualquer coisa que, por um breve instante, cure a ruga na nossa testa, tem o seu valor, pois salvou o nosso dia.
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Pode ser aquele vira-latas com carinha faceira que fica nos seguindo na rua. Pode ser alguma frase engraçada que vimos num muro. Pode ser uma criança que resolve abanar para você no banco de trás do carro da frente.
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Já tentaram tirar isso de mim. Já me fizeram cara feia. Já disseram que eu tería problemas na profissão, simplesmente pelo fato de tentar reuniões menos formais. Já me chamaram de imatura, por tentar descontrair um ambiente.
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Muitas vezes, as pessoas estão tão fechadas em seus próprios mundos, que não conseguem enxergar o que estou tentando fazer. É uma pena se não consigo atravessar a armadura.
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Mas, de séria, já chega a vida. Esse é o meu jeito de tentar fazer o bem. Encaro como um trabalho voluntário. Se for para o bem de todos e felicidade geral da nação, digam ao povo que continuarei falando. Demais.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Filosofias de Rodoviária II

"Os verdadeiros versos não são para embalar, mas para abalar."
Mário Quintana
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"Muitas vezes o que se cala faz maior impacto do que o que se diz."
Píndaro
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"Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente."
William Shakespeare
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"As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar."
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"Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval."
Vinícius de Moraes
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"A gente não faz amigos, reconhece-os."
Vinícius de Moraes
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"Não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso."
William Shakespeare
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"Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa
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"A minha vontade é forte, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca."
Carlos Drummond de Andrade
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"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos."
Antoine de Saint-Exupéry
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"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito."
Albert Einstein
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"A maior dor do vento é não ser colorido."
Mário Quintana
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"O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções."
Martha Medeiros
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"A vida é escrita em curtas frases e não em grandes livros, por isso escreva uma frase de cada dia porque escrever um "livro" completo de uma vez só é perda de tempo!"
Gherheai
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"Há quem saiba usar palavras, mas poucos são aqueles que constroem frases."
Prophet
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terça-feira, 22 de julho de 2008

A CONSPIRAÇÃO DOS IRMÃOS DO MEIO

A sociedade nunca se dá por satisfeita.
Solteira; "Quando vai arranjar um namorado?"
Namorando; "Quando vão noivar?"
Noiva; "Quando é o casamento?"
Casada; "E o babyyy?"
Aposto que quando tiver o primeiro vão querer o segundo e depois o terceiro e depois...Até completar um time de futebol. Com os reservas.
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Não tenho nem o primeiro filho ainda e, se conseguir não me submeter às "normas da sociedade", vou esperar mais um pouquinho. Hoje em dia os casais tem cada vez menos filhos, quando tem. O que diria a minha bisavó, que teve nove?!
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Para mim, um é pouco, dois é bom, três é demais. Família de quatro parece mais fácil, "administrativamente falando". Já tentaram arrumar mesa para cinco em restaurantes? A regra é clara: chegou por último, senta na ponta. Por sorte, meus pais pensaram diferente de mim. Sou a caçula de 3 irmãs. A rainha da ponta da mesa.
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Irmãos são um "mal necessário". Cada um tem o seu papel na família. São eles que não vão te deixar sair de casa com aquela roupa ridícula, que vão te dar carona para a festa e te deixar uma esquina antes para não ficar com vergonha ou que vão ficar ao seu lado se você cair de bunda em frente àquele guri que você estava de olho há meses. Eles não só podem, como vão, implicar, provocar e até partir para a agressão física. Mas as pazes vem em cinco minutos. Ou menos. E, na maioria das vezes, nem é preciso dizer alguma coisa.
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O PRIMOGÊNITO
Embora digam que ele tem todas as regalias por ser o primogênito, o mais velho é o que mais sofre. Mas o motivo é nobre, (mesmo não tendo escolha) ao ser cobaia de pais totalmente inexperientes, abrirá caminho para as gerações futuras. Os pais o usarão como guarda-costas dos menores. Ele terá que ser pai e mãe quando os pais não estiverem em casa. "Qualquer coisa, obedece o teu irmão, porque ele é mais velho". Talvez isso seja muito poder para uma criança.
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O CAÇULA
Dizem que se um bico (chupeta) do primogênito cair no chão, os pais correm para trocar. Se o for o do filho do meio, os pais esterilizam. Se for o do caçula, juntam do chão, assopram e dão assim mesmo. O caçula é o que se prepara melhor para a vida, por "herdar" pais mais experientes e portanto, mais despreocupados.
Existe uma crendice popular de que o irmão caçula é o mais paparicado, mas na verdade, ele é o controle remoto da casa. Faz (contrariado) tudo o que os irmãos mais velhos querem simplesmente pelo fato de ter chegado por último. Nunca será considerado adulto. No seu aniversário de 50 anos ainda será o "nenê da casa". Será usado pelos pais como vigia dos irmãos mais velhos, principalmente os namoros, por isso será visto pelos irmãos como um delator.
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O IRMÃO DO MEIO
O mais esperto de todos. Como o nome já diz, é o centro da casa, e se sabe muito bem disso. Usa sua posição para se fazer de vítima. Culturalmente acredita-se que é o renegado, por não ser nem o tão esperado primogênito, nem o paparicado caçula. Se for menino, será o "mais querido" da mãe. Se for menina, será a "princesa" do pai. Não é usado pelos pais para nada, por que, coitadinho, ele é o do meio.
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Existe um complô universal para que existam cada vez mais deles. A Conspiração dos Irmãos do Meio começou como uma brincadeira na minha casa. Meu marido, minha irmã, uma amiga...Com cada vez mais adeptos, comecei a desconfiar. Hoje tenho certeza, a CIM é uma realidade. O irmão do meio é o que se dá melhor sempre. Não é o ultra vigiado mais velho, nem o abandonado à sorte mais novo. Se fazem de despercebidos e passam muito bem obrigada.
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Lembro de um comercial do Açúcar União, que tinha o título de "O Irmão do Meio". Falava de como era injustiçado o irmão do meio, mas acabava com ele se dando melhor do que os outros e comendo todos os bolinhos de chuva que a mãe havia preparado. E ainda dizia de boca cheia "Acabou". Até comercial eles fizeram!!!
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Metade do meu aprendizado foi interagindo ou, muitas vezes, só observando minhas irmãs. Agradeço a elas por isso, assim já sei o que me aguarda como mãe. Irmãos nos ensinam a dividir. Brinquedos, roupas, angústias, alegrias, a vida. São uma espécie de reserva especial de amigo. Não seria bom ter mais do que só um amigo desses? Tenho meus limites quanto ao número de filhos, mas nunca se sabe. Às vezes me pego pensando na peculiar figura do "irmão do meio".

segunda-feira, 21 de julho de 2008

A FÓRMULA DO AMOR

Hoje eu faço 1 ano e 9 meses de casada. Mais 9 anos de namoro/ noivado. Sendo bem antiquada, "ele me completa". Eu sou desorganizada, ele não pode ver nada fora do lugar. Eu sou desenhista, ele pensa em números. Acho que, se fosse alguém exatamente igual a mim, minha vida seria um caos. Conviver comigo mesma já é muito difícil, imagine com outra pessoa. Ainda mais alguém que faz quase tudo diferente. Mas depois de mais de 10 anos junto de uma pessoa, acho que posso falar de amor.
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O amor caiu em desuso, virou peça da coleção passada. As pessoas não querem se comprometer, então não casam, não namoram, nem "ficam" mais (coisas do meu tempo, e olha que eu nem sou tão velha assim). Numa atitude totalmente egoísta, apenas atendem às suas "necessidades básicas". A moda agora é o relacionamento descartável.
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Muita gente não quer nem ouvir falar em casamento. Ficam profundamente ofendidos só com a idéia e dizem que não precisam de um papel para provar o seu amor. Mas, se o amor não depende do papel, que mal faz assiná-lo, então?
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Há quem não queira nem a festa. "Pra que gastar dinheiro com isso?" dizem "Já nos sentimos casados" . Concordo que existe uma indústria por traz da palavrinha: "$casamento$". Não acho necessário gastar uma fortuna, mas sei que tudo se torna astronômico. Os preços, as quantidades, a real necessidade das coisas, o estresse. (Afinal, eu fui uma noiva neurótica).
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O que não sabem aqueles que abrem mão da cerimônia, é que, em meio a todas as caríssimas flores, souplats, lembrancinhas, convites, cerimonialistas, etc. Existe algo que não sei dizer se é na entrada do salão ou na dança dos noivos. Existe um momento mágico que, embora o casamento envolva duas famílias e mil parentes desconhecidos, esse momento sim é simplismente só dos dois.
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É o momento em que se olha no olho do outro e se vê a vida inteira pela frente. Ali, por um segundo, ou menos, o outro é um espelho.
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Existe sim, uma fórmula para fazer dar certo uma união, embora muitos relutem em aplicá-la. Não é algo que depende só de um, é um trabalho em equipe.
É preciso QUERER.
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CEDER. É uma negociação constante. É abrir mão de tudo pelo outro. Mas como ceder o tempo inteiro sem se sentir em desvantagem? Simples! O outro deve ceder o tempo inteiro também. Quando se ama, não é preciso pensar em si mesmo, por que o outro estará pensando em você POR você (se amá-la também). Atualmente, diversas (para não dizer todas) revistas femininas e masculinas pregam que você deve pensar em si mesmo, ter um tempo só para você, etc. Amar é justamente o contrário. Quando você ama, você não se arruma para si mesmo, você se arruma para alguém.
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CONFIAR. Confiança cega de nescença. Não falo só em traição. (E não considero traição sonhar com o Brad Pitt). Falo confiança no cotidiano, saber que pode sair de casa que ele vai alimentar o cachorro. Saber que terá apoio na educação dos filhos, que não será desmoralizada na frente deles. Confiança na hora de cuidar das contas da casa. Saber que o bem estar dos dois, ou da família, vem em primeiro lugar.
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RESPEITAR. Você não pode ter o respeito de uma pessoa que mandou "às favas" com palavras impronunciáveis há 5 minutos. Você não tem o respeito de alguém que abriu mão de tudo e não obteve nem ao menos consideração em troca. Quando o outro deixa de pensar em você, você começa a pensar em si mesmo e aí é que a vaca vai para o brejo, o bolo desanda e o casamento acaba. Alguns casamentos não duram, eu sei, mas funcionaram por algum tempo. Talvez não seja o desfecho ideal, mas pelo menos foi "eterno enquanto durou", como diria Vinícius.
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Ceder, Confiar, Respeitar. Pensar no outro pelo outro. O amor dá um trabalho...Mas será que é tão difícil assim? Antes de mais nada, é preciso QUERER olhar nos olhos do outro, olhar-se no espelho. Se as pessoas não estão preparadas nem para isso, não podem estar preparadas para amar.

domingo, 20 de julho de 2008

VERDADES

Toda vez que vou visitar uns parentes no interior, se estou muito magra, acham que estou doente; se estou acima do peso, estou "muito mais saudável". Para eles, gurdurita é sinônimo de saúde.
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Me lembro de não me incomodar com isso até os 15 anos. Mas mulheres nunca estão satisfeitas com o próprio corpo, portanto, nunca, JAMAIS, diga que ela está fofinha, gordinha, cheinha, etc. (O "inha", embora bem intencionado, dói mais).
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As reações variam do choro descontrolado à fúria descomunal. Ou ambos. A questão é que nunca acabará bem. Eu mesma, não costumo ser uma pessoa violenta com estranhos, mas mexeu com minhas gorduritas, mexeu comigo (lógico).
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Minha tragicomédia pessoal sobre isso aconteceu há alguns anos. Um vizinho, que já tinha a fama de não ser muito bom da cabeça (o que me consola de certo modo) foi levar um livro para o meu pai. Como ele não estava, eu, uma simpatia em pessoa, atendi o senhor com a maior calma do mundo. Até que ele disse:
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"Tu é a mais nova? Ah, é que não te reconheci, tá mais PARRUDA".
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COMO É QUE É?????
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Bah!!! O cara só não apanhou porque estava do outro lado da grade. É bom que esteja correndo até hoje, porque se eu pego...
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Existem diversas maneiras de se dizer as coisas. Existe a verdade nua e crua e existe a verdade elegante e bem vestida. Particularmente, não sou adepta do "doa a quem doer". Até porque, pode doer mais em quem diz, do que em quem escuta.
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Uma vez sonhei com o Dalai Lama e ele me disse num tom bem profundo:
TENHA UMA VIDA LEVE!!!
Não é a toa que chamam esse cara de sábio.

ENSINAMENTOS

Não é de hoje que eu tenho dores em músculos que eu nem sabia que eu tinha. Isso se deve às horas em frente ao computador aliadas a herança de uma faculdade inteira na mesa de desenho. Durante a faculdade, eu trabalhava das 8h ao meio dia e estudava das 14h às 23h (com um intervalo de 15 minutos).
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Uma vez, um professor deu um trabalho imenso para fazer em apenas uma semana e perguntamos em que horário ele achava que deveríamos fazer tudo aquilo. Ele, diante de sua "imensa sabedoria" e "mestrados na Suíça", respondeu:
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"O que vocês pretendem fazer da meia noite às 6h da manhã?"
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Vários anos se passaram, um domingo chuvoso e eu aqui, trabalhando...resquícios dos ensinamentos sádicos de um professor. Mas ao fazer uma pesquisa na internet esse pensamento do Dalai Lama acabou me encontrando :
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"Os Homens. Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer. E morrem como se nunca tivessem vivido."
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Ah...se o Dalai Lama tivesse sido meu professor na faculdade...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

SOU MALUCA

Adoro esportes coletivos. Correr, suar, disputar, gritar, cansar, não se mexer por uma semana. Não sou fã de qualquer exercício repetitivo. Acho muito solitário, meio egoísta até. Cada um com seus problemas, com seus I-pods. Logo eu, que quase não gosto de um papo....
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Embora não goste de exercícios voltados para o interior, nunca senti uma atividade me envolver tanto quanto a Yoga.
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"O quê?? Tu faz yoga???"
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Escuto muito isso. Até parece que estou sujando o nome do negócio. Perguntam isso, pois eu, uma pessoa literalmente ligada em 220V, faço Satyananda Yoga há 1 ano. E faço mesmo: posturas, respiração, etc. Até mantras eu sei cantar. Uns 4, na verdade.
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Só não segui a parte de ser vegetariana, pois meu lado gaudério não abre mão de um bom churrasco. E também não consigo entender por que os indianos consideram as vacas sagradas. Na Argentina existe um estudo que comprova que 30% da poluição do ar é causada pela flatulência bovina. Então, na minha lógica, ao fazer um churrasco contribuo para a preservação ambiental.
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Agora acham que eu sou maluca. Se bem que essa fama já me acompanha há algum tempo.
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Às vezes eu atrapalho a aula, pois não consigo ficar em silêncio, começo a rir ou despenco de alguma postura. E a minha professora, santa alma, só me olha e diz "Carol, shhhh...".
"Calma, tô aprendendo".
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Estou aprendendo a ficar em silêncio. A pensar antes e agir depois. Estou aprendendo, aos poucos, a mudar minha Voltagem p/ 110. Apredendo a me ver de outro jeito. Aprendendo a conviver comigo mesma. E com isso, estou resgatando a pessoa que eu era há uns 10 anos, antes de a vida endurecer o meu principal músculo: o coração.
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Então é isso, vou para a academia fazer uma atividade para amolecer o músculo.
Talvez eles tenham razão...eu sou maluca mesmo.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

BAH DESCONTROLADO

Você pode até tentar, mas será praticamente impossível encontrar aqui alguém que não saiba de cor o Hino do Rio Grande do Sul.
Como todos os gaúchos tenho muito orgulho da minha terra, mas toda vez que eu viajo para qualquer lugar fora do estado, fico me cuidando e tendo conversas quase monossilábicas para que dure um pouco mais de um minuto até surgir a pergunta: "Cê não é daqui, né?"
Não tenho nenhuma vergonha do meu sotaque, mas o que me incomoda é que depois que eu digo que sou daqui, sempre tentam imitar o meu jeito de falar e isso me deixa quase louca.

Da última vez que estive em São Paulo aconteceu o seguinte diálogo: *Eu: Bom dia!

*Taxista: ...dia! ...ond? (Tradução: Bom dia! Para qual endereço devo me dirigir?)

*Eu: Iguatemi. (AHÁ! também tem em Porto Alegre...)

*Taxista: Em qual entrada?

*Eu: BAH! Sei lá.

Nesse momento o taxista dá uma leve reduzida na velocidade, olha pelo espelho com um sorrisinho e diz:

*Taxista: Tudo bem lá em Porto Alegre, tchê?

POR QUE EU NÃO CONTROLO O MEU BAH??? Moral da história: EU POSSO SAIR DO RS, MAS O RS NUNCA VAI SAIR DE MIM.

E eu nem quero que saia...

HINO DO RIO GRANDE DO SUL

Letra : Francisco Fontoura

Música : Joaquim De Mendanha

Como aurora precursora

Do farol da divindade

Foi o vinte de setembro

o precursor da liberdade

Mostremos valor constância

Nesta ímpia e injusta guerra

Sirvam nossas façanhas

De modelo a toda terra

Mas não basta para ser livre

Ser forte aguerrido e bravo

Povo que não tem virtude

Acaba por ser escravo

Imaginação

BAH! Muito bom! Essa guria pegou uns desenhos de criança (não sei se eram os dela) e recriou em fotos. Queria fazer isso com os meus, mas eu tenho muitos...heheh. Quando a gente é criança, não tem a mínima noção de proporção , mas a combinação das cores é ótima! http://www.yeondoojung.com/artworks_view_wonderland.php?no=88 dica da minha supermana Lau.

terça-feira, 15 de julho de 2008

filosofias de rodoviária

Preste atenção nos seus pensamentos porque eles se tornam palavras
Preste atenção nas suas palavras porque elas se tornam ações
Preste atenção nas suas ações porque elas se tornam hábitos
Preste atenção nos seus hábitos porque eles se tornam seu caráter
Preste atenção no seu caráter porque ele se torna o seu destino
Frank Outlaw
"A força não provém da capacidade física e sim de uma vontade indomável."
Mahatma Gandhi
"Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente até onde os outros foram." Alexandre Graham Bell
"A normalidade é tão somente uma questão de estatística."
Aldous Huxley
"Imaginação é mais importante que conhecimento."
Albert Einstein
"A mente é tudo. Você é o que você pensa."
Buddha Gotama
"Quem mata o tempo não é assassino. É suicida." Millor Fernandez
"O propósito do corpo é levar o cérebro pra passear" Thomas Edison (1847-1931)
"Que se previnam todos os Homens. Nenhum está a salvo de si mesmo." Biblia
"Você não pode estar só se gostar da pessoa com quem fica quando está sozinho". Wayne Dyer

Amizade: o amor mais cego que existe

BAH!!!! Eu sou uma ingênua. Para não me xingar de outra coisa. Sabe aquele quadro do Jô Soares quando ainda era humorista no qual ele falava alguma coisa e depois dizia: "Eu acreditei!!!" Mais ou menos isso. De dentro da minha cabeça cheia de teorias, tirei mais essa: a amizade é o amor mais cego de todos. Amar é ceder, é estar aqui, é pensar no outro antes de si. Amor precisa de entrega, de olhos fechados. As pessoas não sabem disso? Pois, deveriam. O problema é que a gente esquece que não se deve esperar nada em troca, nem mesmo consideração, pois todo o tipo de amor é unilateral. Foram os falsos amigos os que me deixaram as cicatrizes mais profundas. Como eu fui tão ingênua a ponto de acreditar numa amizade, de estufar o peito e dizer: "Aquele lá é meu amigo"?Coloquei a pessoa dentro da minha casa, no convívio da minha família. Fiz de tudo para ela melhorar quando estava para baixo, comemorei quando estava bem. Dividi momentos importantes da minha vida pensando em se tratar de uma pessoa especial. Mas como eu disse, eu fui ingênua. E isso é o que mais me dói. Uma dor quase física. Deixei alguém me fazer pensar que eu era especial, quando eu não era. Eu acreditei!!! Ninguém me pediu, fui eu que dei a minha amizade. E quer saber, sinceramente, vou fazer tudo de novo. Talvez me machuque, talvez não. Mas agora, o que eu preciso fazer é virar a página, queimar a ponte e aprender a lição.

A Lição da Borboleta

Em épocas de mudanças e arrumações eu fico sempre me lembrando daquela música do Paralamas..."Eu hoje joguei tanta coisa fora. Eu vi o meu passado passar por mim. Cartas e fotografias, gente que foi embora. A casa fica bem melhor assim...". Tenho uma dificuldade enorme com isso. Sofro até. Me apego muito fácil às coisas. Não pelos objetos em si, mas pelo que eles representam. Meu brinquedo favorito, algum bilhetinho do início do namoro, fotos da família....Parece que estou abrindo mão de um pedaço de mim. E atualmente, tudo parece tão descartável; eletrônicos, roupas, relacionamentos. Hoje vi uma reportagem sobre o Palace II, aquele prédio que desabou no Rio em 1998. (Acredita que já faz 10 anos?). Perguntaram para os moradores qual bem material eles resgatariam se tivessem a chance de voltar aos apartamentos. A maioria respondeu "fotografias". Não posso dizer com certeza, mas acho que faria o mesmo. As fotos são o registro e a ligação com a nossa história. O tempo vai apagando nossas lembranças e nosso maior medo é esquecer. Uma vez, li em algum lugar que se passava a vida abrindo mão das coisas. Abrimos mão da infância pela adolescência, abrimos mão de algo velho por algo mais moderno, etc. Tudo isso nos faz crescer, amadurecer, nos deixa mais leves, mas é preciso estar pronto ou o efeito pode ser o oposto. Desapegar-se de tudo é algo praticamente impossível, mas por trás de toda essa tragédia é preciso enxergar a chance do recomeço. Se a borboleta não abrisse mão do casulo jamais poderia voar.

O BAH!!! (hahaha trocadilho infame)

Você está andando pela rua e de repente "BAH", aquela idéia que tava tão difícil de aparecer resolve dar o ar de sua graça. Mas alguém interrompe seu momento de lampejo para perguntar onde fica tal endereço e "BAH" você não faz a menor idéia. Você continua andando distraído, pensando na sua idéia mirabolante quando "BAH", aquela sua querida vizinha esqueceu de levar o saquinho quando saiu com o cachorro. "BAH" precisa ir para casa.
O BAH é sempre muito útil. Pode ser utilizado à vontade, pois não tem contra indicação. Companheiro de todas as horas, serve principalmente para aqueles momentos quando não há mais nada a ser dito, mas sua maior virtude é poporcionar preciosos segundos para organizarmos as idéias antes de falarmos alguma bobagem.