O mundo do entretenimento sofre uma epidemia de "antigos heróis": Superman, Batman, Spiderman, Indiana Jones, Rocky, Rambo, etc. Os anos 80 estão com tudo. Atualmente, sobram personagens, mas poucos são inspiradores, poucos nos servem de refúgio do mundo real. Poucos são aqueles que farão parte da nossa história.
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O último lançamento em animação é um robozinho muito simpático chamado Wall-e. Não é de agora que a Disney-Pixar vem fazendo filmes de animação que passam longe de serem dedicados ao público infantil. Dizem os produtores que querem atingir todas as idades, mas acredito que eles queiram resgatar o encantamento da GERAÇÃO ANOS 80.
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Impossível não comparar a expressão no olhar do Wall-e com a do E.T., uma vez que ambos pronunciam poucas palavras. Ou reparar na semelhança física com o Ding-bô e outros robozinhos dessa época. O filme se passa em 2700, e o robozinho, sozinho na Terra, coleciona diversas bugigangas. (O que fez com que me sentisse pouco menos culpada por guardar todas as tralhas que eu guardo). Na coleção do Wall-e, o que mais se destaca são os brinquedos dessa década peculiar. Ele joga ATARI e se encanta com um Cubo Mágico. Isso comprovaria a qualidade desses produtos, pois estamos falando de 700 anos, aproximadamente...heheh. Exageros à parte, teoricamente, o robô está na terra desde 2007, então porque não ter um Nintendo Wii?
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O filme é muito bom, a mensagem é inteligente e a produção é excelente. Então porque não se tornou um ícone, como foi o E.T. nos anos 80? Às vezes, me pego pensando em que tipo de pessoas se transformarão as crianças do ano 2000. Nossos ídolos são a base de nossa formação e eles estão em falta no mercado. Falta de criatividade dos produtores? Não! O que está faltando é a nossa capacidade de encantamento.
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