Toda vez que vou visitar uns parentes no interior, se estou muito magra, acham que estou doente; se estou acima do peso, estou "muito mais saudável". Para eles, gurdurita é sinônimo de saúde.
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Me lembro de não me incomodar com isso até os 15 anos. Mas mulheres nunca estão satisfeitas com o próprio corpo, portanto, nunca, JAMAIS, diga que ela está fofinha, gordinha, cheinha, etc. (O "inha", embora bem intencionado, dói mais).
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As reações variam do choro descontrolado à fúria descomunal. Ou ambos. A questão é que nunca acabará bem. Eu mesma, não costumo ser uma pessoa violenta com estranhos, mas mexeu com minhas gorduritas, mexeu comigo (lógico).
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Minha tragicomédia pessoal sobre isso aconteceu há alguns anos. Um vizinho, que já tinha a fama de não ser muito bom da cabeça (o que me consola de certo modo) foi levar um livro para o meu pai. Como ele não estava, eu, uma simpatia em pessoa, atendi o senhor com a maior calma do mundo. Até que ele disse:
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"Tu é a mais nova? Ah, é que não te reconheci, tá mais PARRUDA".
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COMO É QUE É?????
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Bah!!! O cara só não apanhou porque estava do outro lado da grade. É bom que esteja correndo até hoje, porque se eu pego...
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Existem diversas maneiras de se dizer as coisas. Existe a verdade nua e crua e existe a verdade elegante e bem vestida. Particularmente, não sou adepta do "doa a quem doer". Até porque, pode doer mais em quem diz, do que em quem escuta.
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Uma vez sonhei com o Dalai Lama e ele me disse num tom bem profundo:
TENHA UMA VIDA LEVE!!!
Não é a toa que chamam esse cara de sábio.
1 comentários:
parruda foi forte...
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