terça-feira, 15 de julho de 2008

Amizade: o amor mais cego que existe

BAH!!!! Eu sou uma ingênua. Para não me xingar de outra coisa. Sabe aquele quadro do Jô Soares quando ainda era humorista no qual ele falava alguma coisa e depois dizia: "Eu acreditei!!!" Mais ou menos isso. De dentro da minha cabeça cheia de teorias, tirei mais essa: a amizade é o amor mais cego de todos. Amar é ceder, é estar aqui, é pensar no outro antes de si. Amor precisa de entrega, de olhos fechados. As pessoas não sabem disso? Pois, deveriam. O problema é que a gente esquece que não se deve esperar nada em troca, nem mesmo consideração, pois todo o tipo de amor é unilateral. Foram os falsos amigos os que me deixaram as cicatrizes mais profundas. Como eu fui tão ingênua a ponto de acreditar numa amizade, de estufar o peito e dizer: "Aquele lá é meu amigo"?Coloquei a pessoa dentro da minha casa, no convívio da minha família. Fiz de tudo para ela melhorar quando estava para baixo, comemorei quando estava bem. Dividi momentos importantes da minha vida pensando em se tratar de uma pessoa especial. Mas como eu disse, eu fui ingênua. E isso é o que mais me dói. Uma dor quase física. Deixei alguém me fazer pensar que eu era especial, quando eu não era. Eu acreditei!!! Ninguém me pediu, fui eu que dei a minha amizade. E quer saber, sinceramente, vou fazer tudo de novo. Talvez me machuque, talvez não. Mas agora, o que eu preciso fazer é virar a página, queimar a ponte e aprender a lição.

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